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30 janeiro, 2010

Punho desnudo





Falta o ar de respirar

E a comida de alimentar.

Falta o amor de construir
E o perdão de progredir.

Falta a compaixão dos dias
E a fé dos crentes.

Falta vontade de viver
A cada vez que se fita
O alvorecer de um mesmo dia.

Um sem esperança e com muita agonia
Um diálogo redundante
Entre o sofrimento e o inferno.

Um dia sem Deuses
Sem afeto. Sem alegria.
Falta. E mais nada.

Tatiana Mamede.

Deleite-se ouvindo Acalanto para um punhal - Fagner, Robertinho de Recife e Amelinha

01 janeiro, 2010

E dezembro findou

Foto: Creative

Centro.
Um ponto. O equilíbrio.
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Sempre quero o centro.
Aquele em que não me afasto demasiado do desespero. Nem do gozo.
Um que me proporcione o sorriso e o choro.
O espaço aonde a satisfação máxima é estar vivente e não precisar sangrar todo o tempo para sentir e saber.
O ponto que aninhe os meus muitos eus e os vários vocês que desejo na minha vida existentes.
Daqueles que me deem o prazer sem me usurpar a dor.
Quero estar no equilíbrio e poder abraçar o precipício e abarcar a Lua.
Jogar-me aos ares e abraçar ao Sol. No centro e apenas nele meu ser terreno
vê, sabe, julga e ignora quando necessário.
Centro, o lugar perfeito, o momento ideal de outra vez experenciar a aventura de compartilhar o viver.
Não desejo nada, não resoluciono nada que não caiba em meu Centro.
E em mim cabe um universo inteiro.

Tatiana Mamede.

Com carinho aos afetos de longe, aos de perto, aos de ontem e aos de hoje, todos vocês sempre dentro do meu coração. Feliz reinício!


Deleite-se ouvindo Shiny Happy People - R.E.M.