
Foto:Dorlin Kindersley
A Luz que abençoa é a mesma que cega
E adensa Sombras
Os mesmos Ventos suaves
que diminuem o suor
Arrastam corpos em tufões
O Solo acolhedor, casa dos devires,
Soterra sem amor
os que desafiam sua posição
A Sopa em que a vida fervilha
Agiganta-se e derrama-se
sobre a cidade de almas vazia
A Chama mesma que aquece
num rompante abre artérias.
O meio é um lugar invisível
Entre chamas e gelos
queima-se muito quem nele não andar
Sede há de passar se apenas um lado escolher
Afogar-se-á se no outro beber
Opostos dispostos num mesmo caminho retilíneo,
áspero, solitário, bandido.
Quais as opções à disposição?
Apenas o branco no cinza, o azulejo na parede
e o amarelo dos olhos cansados de não fingir servidão.
Iluminar-se é anseio, mas
Sombras adensam-se na presença da Luz
Mais fortes tornam-se se miradas de soslaio
por quem as pretende ver de frente
Mascaradas quaisquer forças arrastam ao chão
Desvendadas podem dragar ao precipício a razão.
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Há medida exata que separe a loucura da demência mecanicista?
Tatiana Mamede.
Deleite-se ouvindo Bullet the blue sky - Sepultura
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