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30 maio, 2008

Inacabada


Foto: Stockbyte

A vida caleja, esgota
e melhor - brota.
Nos escuros charcos, nas altitudes vastas de luz
Basta sopro de ar e ela se entrega
Impudica, magnânima, sorrateira e artista
Abre-se, implora a correspondência ausente
Esforça-se, mostra-se, decora-se,
Chama, sussurra, recebe-me...
Olhos vendados, ouvidos cerrados
Vivente fala fala fala - mas sente?
Um farfalhar traz o som ungido...
Descerram-se ouvidos, olhos devoram a vista
Explodem 'coisas' inexplicáveis... de onde tanto ar?
Luz- escuridão varrendo o conforto desgasto da inexistência
Afoga-me este respirar pleno,
estas sensações de viva, agora e aqui.
...
Não há volta, meio-termo ou fim,
Aceito o Universo em mim.

Tatiana Mamede

Pour moi.

Deleite-se ouvindo Put your records on - Corinne Bailey Rae

11 maio, 2008

Circulares reinícios tardios


Foto: Stone+


Deferentes anoiteceres
A estender suas mãos enluaradas
Pelas faces ristristonhas
dos amantes de então
Entre ir e vir no rio
das relações entremeadas de
pequenos e rijos adeuses
Vigorosos como rochas,
Fortes como plumas
Quanto pesa a presença
Da minha alma na sua?

Tatiana Mamede.


Deleite-se ouvindo La meme histoire - Feist